Acadêmicos de engenharia civil visitam obras da Ponte Grande

“Uma das preocupações do setor é a necessidade de uma boa formação universitária e maior comprometimento dos profissionais. 
Nosso intuito é provocar a reflexão para que tenhamos obras públicas mais bem feitas e com maior celeridade.” Jorge Raineski
Na manhã desta terça-feira (26), universitários tiveram a oportunidade de conhecer de perto a maior obra viária da história de Lages. Um grupo de 30 acadêmicos do curso de engenharia civil da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) percorreu os principais pontos do Complexo Ponte Grande, acompanhados e orientados pelo secretário de Planejamento, Jorge Raineski, e pelo fiscal de obra Caetano Palma.

O cronograma faz parte da Semana das Engenharias promovida pela universidade. Ao longo da semana eles devem conhecer outras obras públicas e construções importantes. Na quinta-feira (28) está agendada nova visitação à Ponte Grande, desta vez com outra turma. O início da caminhada foi no bairro Caça e Tiro onde está sendo construída a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Ponte Grande. Depois percorreram pontos como o entroncamento com as avenidas Castelo Branco e Presidente Vargas.


O secretário explicou que neste ponto haverá um estudo mais aprofundado, com possibilidade da implantação de galerias para que não seja necessária a retirada da ponte existente. Durante o percurso foram esclarecidas dúvidas e abordados aspectos desde a parte burocrática, empecilhos, impactos ambientais, prioridades e execução dos projetos. Raineski falou sobre todas as dificuldades, principalmente na elaboração dos projetos e escolhas que precisam ser feitas para dar celeridade ao processo.

Segundo ele, muitas obras públicas necessitam de aditivos devido a projetos mal elaborados, por isso da necessidade de maior qualificação profissional. “Estamos tendo uma conversa franca com os estudantes sobre todas as questões. Uma das preocupações do setor da construção civil é a necessidade de uma boa formação universitária e maior comprometimento dos profissionais. Nosso intuito é provocar a reflexão para que tenhamos obras públicas mais bem feitas e com maior celeridade”, comenta.

Os acadêmicos da 6ª e 7ª fase do curso, Mayckon de Souza e Ricardo Sabatini, ficaram surpresos com o alto grau de complexidade do trabalho. Eles contam que estão exatamente em uma disciplina da faculdade que aborda o saneamento básico público. “É realmente uma obra completa, com saneamento básico e infraestrutura. Visualizar na prática a realização de um complexo deste porte contribuirá muito com nossa formação”, diz Ricardo.

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