Câmpus Lages do IFSC realizou evento voltado à inclusão de pessoas com necessidades específicas

O Câmpus Lages do IFSC promoveu, ontem (28), a 2ª edição do Café Inclusivo, evento organizado pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) da instituição, que recebeu representantes da Associação dos Deficientes Visuais do Planalto Serrano (ADEVIPS) e Associação Serrana dos Deficientes Físicos (ASDF), para um debate com a comunidade acadêmica. 
Alunos e servidores acompanharam os depoimentos dos integrantes das entidades e fizeram perguntas sobre a visão deles sobre sua inclusão na sociedade. “O intuito era trazer as pessoas com necessidades específicas para conversar com os alunos. É uma integração, reconhecimento e valorização das diferenças e isso é muito importante para o IFSC que busca ser uma escola cada vez mais inclusiva”, destacou a coordenadora do NAPNE, Lidiane Falcão.
Este ano o tema abordado foi “Arte, cultura e Inclusão”. As duas associações trouxeram amostras dos seus trabalhos nessa área, principalmente música e artesanato com materiais recicláveis, e puderam mostrar à comunidade acadêmica como realizam esse trabalho e como isso as insere no mercado. 
A diretora-geral do Câmpus Lages, Raquel Matys Cardenuto, ressaltou o bom trabalho do NAPNE na busca pelo esclarecimento e inclusão e comemorou a realização de mais uma edição do evento. “O tema é importante e trabalhamos para que ele seja realmente discutido, como tem sido feito pelo nosso núcleo. Estamos contentes em conseguir realizar mais um café inclusivo e poder trocar essas experiências entre o público interno, servidores e alunos, e os parceiros externos”, disse. 
“Muito bom ter esse tema na escola. Foi uma oportunidade de aprender como agir diante das pessoas com necessidades específicas”, disse a estudante do segundo módulo do Técnico em Agroecologia Kamila Bratti Ribeiro, referindo-se à fala do presidente da Adevips, Adilson Mendes França, quando este ensinou aos presentes como se comportar na hora de auxiliar um deficiente visual. “A primeira coisa a fazer é perguntar se ele quer ajuda. Muita gente sai pegando no braço primeiro e conduz a pessoa sem preguntar. Depois, estenda o braço e deixe que o deficiente visual segure em você. Feito isso, caminhe normalmente”, esclareceu Adilson. 
Para a secretária da ASDF, Vanilda Antunes Correia, o evento se faz ainda mais atrativo por ser levado a um público formado, na sua maioria, por adolescentes. Segundo ela “é muito importante para o jovem que ele busque se informar e conhecer, pois só assim ele vai tirar os mitos, preconceitos e tudo aquilo que advém da diferença. Só conhecendo para ver que tudo não passa apenas de uma diferença”, finalizou. 
Fotos - Rafael Xavier dos Passos Jornalista (SC 4090 JP) 

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