Polícia Militar Ambiental debate atividades ambientais junto a Fatma e Ministério Público em Lages

A Polícia Militar Ambiental e a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) estiveram reunidos em Lages, neste final de semana, a convite do Ministério Público estadual para debater ações e problemas comuns das atividades dos três órgãos. 
O objetivo é abrir um canal de comunicação entre as organizações, reduzir embates e dar resultados mais efetivos para a sociedade.
Durante o encontro, os representantes de cada instituição sobrevoaram a região da serra com o helicóptero Águia 4, da 5° cia de Aviação. Na sexta-feira em reunião na 4° cia de Polícia Militar Ambiental puderam explanar, durante 30 minutos, seus maiores problemas do dia-a-dia, principalmente ao que se refere às leis ambientais vigentes. "Nossa legislação ambiental é muito recente e tem diversas formas de interpretação. 


Alguns pontos da legislação acabam sobrepondo atividades e dando um excesso de processos, por exemplo, para nós da Fatma. É importante debater quais as melhores formas de atuar e se há alternativas para agilizar nosso trabalho", contextualiza João Pimenta, procurador jurídico da Fundação e presidente em exercício.

Um dos maiores problemas da Fatma está na questão de licenciamentos. Os técnicos da área estimam que há cerca de 240 mil processos de licenciamento ativos na Fundação e o número tende a crescer. "Cada nova atividade licenciada, precisará ter sua renovação, então isso se torna um ciclo. Se não houver mudanças na forma de licenciar e na legislação, a eficiência e a eficácia da Fatma podem ficar  comprometidas. Nós já temos estudos de caminhos alternativos para a situação, mas envolvem mudanças na estrutura do órgão. O projeto está em análise no Governo", expôs a diretora de Licenciamento, Ivana Becker.


Problemas comuns da Fatma também fazem parte do cotidiano da Polícia Ambiental. O coronel Adilson Sperfeld, comandante do Batalhão da Polícia Ambiental, avalia que a sociedade só tem a ganhar com a reunião dos três órgãos. "Os órgãos sempre atuaram entre si, mas é a primeira vez que os três principais atores de proteção ao meio ambiente se juntam. Com cada um conhecendo as dificuldades do outro, teremos como trabalhar melhor em conjunto", explica. 

Fotos: PMA/Lages

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