Em torno de 30 árvores deverão ser retiradas da Avenida Carahá

Relatório da Defesa Civil e Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente apontam para cerca de 30 árvores, de médio e grande porte, que precisam ser suprimidas da calha do rio Carahá, ao longo de trecho margeado pela Avenida Belizário Ramos.

São cinco pontos determinados, onde as árvores comprometidas se localizam. Muitas dessas árvores morreram e encontram-se secas e por isso apresentam perigo de queda, iminente, sobre a calha do rio ou até mesmo em cima das pistas de rolamento da popular e movimentada Avenida Carahá. 



Outras têm pouco espaço de terras, na base do tronco, devido ao declive acentuado das encostas do rio (calha ou canal) e desta forma também podem cair com a ação do tempo, erosão e intempéries, especialmente durante as ventanias.
O corte dessas árvores estão programadas para ocorrer paralelo aos serviços de desassoreamento já iniciados pela prefeitura de Lages. “Também por determinação direta do prefeito Antonio Ceron, cada árvore cortada será substituída por outra de espécie mais apropriada para o terreno instável do canal do rio. A madeira gerada por estes cortes (lenha) será disponibilizada para moradores interessados”, fala o secretário municipal Euclides Mecabô (Tchá-Tchá).

O engenheiro agrônomo e gerente de Meio Ambiente, Giovani Tomazzeli Guesser, diz que a maioria das árvores listadas pela Defesa Civil são álamos, espécie que atinge em média 40 metros de altura. “Estas árvores foram plantadas em local instável, onde há pouco espaço para crescimento das raízes, declive e muita pedra. Elas deveriam ter sido podadas regularmente, desde os primeiros anos de crescimento, o que não ocorreu. Vários fatores, portanto, comprometeram e influenciaram o crescimento e desenvolvimento dessas árvores”, explica Giovani.

Segundo o engenheiro, outras espécies poderão ser plantadas em substituição aos álamos que precisam ser cortados. “Aroeira-salsa, ipê, cerejeira ornamental, ameixa-cambará são algumas que se adaptam muito bem ao terreno existente no canal do rio margeado pela avenida”, conclui.

O secretário do Meio Ambiente justifica os cortes das árvores. “É uma questão técnica e também de responsabilidade do poder público municipal, pois se trata de questão de segurança pública, haja vista o levantamento técnico realizado pela Defesa Civil”, argumenta Tchá-Tchá.

Conforme o relatório técnico da Defesa Civil e Meio Ambiente, em apenas um dos cinco pontos da Avenida Carahá não existem árvores que ofereçam risco de queda. Trata-se daquele ponto que se estende desde a Ponte de acesso ao bairro Caça e Tiro até o cruzamento com a Avenida Dom Pedro II. Os demais quatro pontos prosseguem até o início da calha da avenida, na baixada do bairro Triângulo. Ali a Avenida Belizário Ramos passa a margear a estreita calha de afluente do rio Carahá.

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